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Língua Afiada

Como escolher uma máquina de lavar roupa?

A minha querida máquina de lavar roupa avariou, avariou logo quando queria comprar um novo forno, lá em casa estraga-se tudo ao mesmo tempo, logo depois avariou a máquina de lavar louça, que felizmente foi possível reparar, entretanto tivemos também de reparar a bomba da água do poço, só boas notícias para começar o ano em grande.

Sempre que decidimos comprar um eletrodoméstico ou aparelho de um valor considerável acabamos por fazer uma pesquisa sobre a melhor opção do mercado e como já é habitual vou partilhar convosco o resultado da minha pesquisa.

Antes de escolherem o modelo, existem algumas caraterísticas que devem ter em atenção:

 

Capacidade de lavagem

Grandes capacidades de carga – 10, 11 e 12 Kg

- Indicadas para quem necessita de lavar grandes quantidades de roupa, não é necessário ter uma família numerosa para escolher este tipo de máquina, pode até ser uma pessoa sozinha que costume juntar a roupa de vários dias e fazer apenas uma ou duas lavagens por semana.

 Se a capacidade de lavagem pode assustar, convém não esquecer que a maioria das máquinas de grande capacidade têm meia carga e função fuzzy logic que doseia a água conforme a roupa que se coloca, permitindo poupar água e tempo a cada lavagem.

- Outro fator importante uma máquina de grande capacidade lava pouca roupa e já o contrário não acontece.

- Em termos de poupança ao fazer menos lavagens acaba por poupar na fatura da água e da eletricidade a longo prazo, mas como ainda não existem muitos modelos os valores destas máquinas são substancialmente mais altos.

 

Baixas capacidades de carga – 5 e 6 kg

- Já não existem muitos modelos com estas capacidades e por norma apresentam menos funcionalidades, se podem ser atrativos pelo preço é conveniente analisar as etiquetas energéticas e perceber se a longo prazo o barato não sairá caro.

- Um tambor de 5 ou 6 kg não permite lavar um cobertor ou edredão o que pode implicar mais idas à lavandaria que seriam evitadas com a escolha de uma máquina com mais capacidade, é uma despesa a ter em conta na seleção da máquina.

- Indicadas para quem faz muitas lavagens de pouca quantidade de roupa.

 

Capacidades médias de carga – 7, 8 e 9 kg

- Indicadas para quem tem necessidade de fazer várias lavagens de capacidades médias, relembro que estas máquinas com mais funcionalidades têm funções que permitem lavar quantidades mais pequenas de roupa sem prejuízo dos gastos de eletricidade e água.

- Tal como a capacidade, também o seu preço é médio, como são as capacidades mais vendidas é onde existe mais concorrência, logo mais modelos, mais promoções e preços mais competitivos.

- Muitos modelos, mas muitos diferentes, a oferta é muita, mas convém perceber as diferenças entre as várias opções do mercado.

 

Eficiência energética

- A eficiência energética é muitas vezes mal interpretada, é normal o consumidor só analisar o indicie de eficiência energética total, mas há muito mais a ler na etiqueta energética do produto.

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- Comparar o consumo anual de água e a eficiência energética de secagem é igualmente importante, de notar que máquinas de maior capacidade consumem mais água, mas não significa que sejam menos eficientes.

 

Velocidade de centrifugação

- As rotações por minuto da centrifugação variam entre as 1000 e 1600 rpm, sendo que as 1600 rpm apenas estão presentes em máquinas de maior capacidade, quanto maior a capacidade de rotação maior a extração de água da roupa, mas também maior a torção que esta sofre, a partir das 1400 rpm o ganho não compensa o estrago, a não ser para têxtis muito resistentes como toalhas de banho.

- Se pretende secar a roupa na máquina de secar tenha em atenção que centrifugar a 1000 rpm ou a 1400 rpm faz muita diferença.

 

Programas e funcionalidades

- É nesta parte que é preciso ter especial atenção, ler os manuais de instruções é importante para percebermos como funciona cada máquina e quais os programas que têm disponíveis, grande parte dos utilizadores utiliza sempre o mesmo programa, mas a adequação do programa a cada tipo de lavagem pode garantir uma grande poupança ao final do ano.

Quais a funcionalidades que procurei:

- Possibilidade de ajustar a velocidade de centrifugação em cada programa, há modelos em que não é possível ajustar.

- Programa especial para roupa de bebé.

- Possibilidade de realizar apenas um programa de enxaguamento e centrifugação.

- Ter um programa rápido.

- Ter um tambor que não danifique a roupa.

 

Considerar relação preço/qualidade – estudo Deco

O produto mais caro não é necessariamente a melhor opção e por isso é importante verificar quais as melhores opções em termos de qualidade/preço, no meu caso ao consultar o estudo da Deco não tive dúvidas, o teste não é público mas podem consultar alguma informação aqui:

Um dos resultados dos testes que mais influenciou a decisão foi a eficácia de enxugamento que deixa muito a desejar em diversos modelos.

 

A nossa escolha:

No fim decidimos comprar uma máquina com capacidade de lavagem média, de 8 kg, com 1400 rpm e que tivesse eficiência energética A+++, não foi difícil encontrar o modelo pois a Samsung WW80J5555MW cumpre todos os requisitos e é uma das escolhas acertadas da Deco com 71 pontos em 100, sendo que o modelo que ficou em primeiro lugar no teste obteve 75 pontos e tem um preço duas vezes mais alto.

Com um preço a rondar os 320€ em lojas online, esta máquina é a número 1 no top do site kuantokusta o que não é surpreendente pois apresenta uma excelente relação qualidade/preço.

 

Uma advertência, segundo relatos que encontramos as peças para as máquinas da marca Samsung são relativamente caras, mas ponderando a eficácia da máquina a lavar, o preço de compra e a fiabilidade da marca optamos por este modelo, já que o número de assistências às máquinas Samsung é bastante reduzido quando comparado com outras marcas.

Neste momento a vida útil de um eletrodoméstico ronda os 10 anos e não é por se comprar uma marca de topo que estes irão durar muito mais, para compensar a diferença de preço em vez de 10 os aparelhos teriam de durar 30 anos e não é preciso ser cientista para perceber que circuitos eletrónicos e água não são um casamento para 30 anos.

Espero que esta informação vos possa ser útil.

A indignação por alguém ter a casa paga em 5 anos

Os portugueses são mesmo mesquinhos e invejosos, não conseguem ficar felizes com as conquistas dos outros e são incapazes de aprender com elas, acredito mesmo que é precisamente o contrário, o seu desporto favorito é rebaixar e arranjar justificações completamente absurdas para tentar diminuir essas conquistas.

Os portugueses perdoam tudo aos ricos, aos que têm tachos, aos que têm cunhas, justificam a sua miséria com a sorte dos outros e são incapazes de sair da sua concha e perceber que é possível fazer diferente, mesmo que eles não consigam há pessoas que conseguem, se pode parecer um milagre nesta sociedade castradora de mobilidade social, pode, mas que é possível é.

Este texto vem a propósito desta imagem no blog Contas Poupança, imagem inicialmente publicada no Facebook do blog e que gerou uma onda de comentários completamente absurda.

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É impressionante a quantidade de pessoas que sentem incomodadas com o facto de um casal conseguir liquidar o crédito habitação aos 35 anos, a par das incomodadas estão as incrédulas e as que tentam arranjar justificações, que não sejam as dadas pelo casal, para que isso tenha acontecido.

A pessoa escreveu que foi “ com muito trabalho, muita poupança e muita organização”, mas ninguém consegue acreditar nisso e dão as desculpas mais inusitadas e parvas, há mesmo quem fale em incapacidade e doença oncológica, mas está tudo doido?

Não sei que realidade conhecem, mas eu conheço casais que tinham a casa paga até antes dessa idade e não receberam nenhuma fortuna e não viveram reféns em casa como alguns sugerem, mas são pessoas muito organizadas, poupadas e ponderadas e espantem-se até têm carros novos.

Não tenho casa própria, mas tenho capital para a pagar uma (e isto é relativo pois depende muito do tipo de casa que estamos a falar) não recebemos nenhuma herança e não recebemos ordenados milionários, não vivemos fechados em casa e tivemos uma infelicidade na vida que nos privou de ter agora mais capital.

Esta postura irrita-me profundamente porque sofro com ela algumas vezes, assim como pessoas que conheço também sofrem, só porque escolheram organizar a sua vida de forma a não dependerem de créditos, nem todos temos essa escolha, é verdade, mas também não é preciso andar a pagar um crédito em 40 anos só porque o banco permitiu, mas se conseguem estar bem com essa situação, quem sou para dizer que fizeram uma má opção.

Cada um gasta o seu dinheiro como quer e leva a vida da forma que bem entende, as prioridades e escolhas de cada pessoa ou casal apenas a eles dizem respeito, não há formas piores nem melhores de viver, existem apenas diferentes formas de viver e encarar a vida, o dinheiro, por mais que nos custe admitir, faz parte da nossa vida e é uma parte importante, é o dinheiro que define muito do que somos, porque aquilo que somos também depende do que fazemos e o dinheiro condiciona o que fazemos e como nos relacionados, não tenham ilusões, o dinheiro até as nossas amizades condiciona.

O que me espanta é a dualidade de critérios, de uma forma geral, do que vou ouvindo, todas as pessoas dizem que o facto de não terem casa paga e de terem essa obrigação todos os meses lhes condiciona muito a vida e as escolhas, curiosamente não vejo nenhuma dessas pessoas interessada em estabelecer o pagamento da casa como prioridade, preferem gastar o dinheiro num sem fim de coisas à sua escolha, mas amortizar o crédito não é opção, e é simples de explicar, muito simples, financeiramente compensa, especialmente a quem tem filhos, porque neste país tudo favorece quem deve e não quem poupa.

Deixem-se de lamentos se querem estar livres desse fardo psicológico que é ter um crédito habitação, estabeleçam como prioridade a sua liquidação, se não é isso que pretendem deixem de criticar e atacar quem o faz, queriam agora o melhor de dois mundos, ter a casa paga e ter a dedução do crédito nas prestações da creche, no cálculo dos subsídios e dos abonos, era espetacular, mas não é possível.

Deixo-vos um conselho, analisem o vosso crédito, se calhar até poderiam pagar bem menos se fizessem um esforço para entenderem o que é pagam.

 

5 Dicas para poupar em 2018

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Poupar é uma das resoluções mais frequentes no início do ano, talvez porque no final do ano anterior se faça a contabilidade e se perceba que não se amealhou nada ou muito pouco e isso nos dê um arrepio na espinha, pois em caso de algum percalço estamos descalços.

Todos os anos poupo dinheiro, aliás todos os meses poupo dinheiro, nuns mais do que outros, conforme tenha ou não despesas inesperadas, mas nem sempre foi assim, mas rapidamente percebi que nunca conseguiria viver tranquilamente sem poupar e a poupança passou a fazer parte da minha forma de viver.

O primeiro passo para poupar é ter consciência do dinheiro que ganhamos e do que ele nos permite fazer, é importante não vivermos acima das nossas reais possibilidades, só assim conseguiremos efetivamente poupar, existem vários truques e desafios para poupar, na minha opinião isso não constitui de facto uma poupança verdadeira porque não é constante e organizada, não resolve o problema de fundo que é gerir o orçamento eficazmente.

Posto isto deixo-vos cinco dicas simples para que façam uma melhor gestão do vosso orçamento mensal e consequentemente anual.

 

1 – Saber quanto entra e quanto sai

A primeira coisa a fazer é somar os valores que entram e saem todos os meses da conta bancária, pode parecer complicado, mas não é, dividam os valores por rubricas, no meu caso uso as seguintes rubricas:

- Despesas Casa

Constituídas maioritariamente pelo valor que gasto no supermercado mas englobam tudo o que é necessário para a casa, não só alimentação.

- Despesas fixas aqui podem incluir luz, água, gás, renda ou prestação bancária, no fundo as despesas que invariavelmente temos de pagar todos os meses, no caso das contas da luz e da água façam a média do ano anterior para calcularem o valor mensal.

- Transportes

No meu caso é uma rúbrica que pesa bastante no orçamento, sempre que atesto o carro, que é praticamente todos os meses, resmungo dos preços, sempre a subir, cada vez mais incomportáveis.

- Despesas pessoais

Incluem todos os outros gastos que possa ter, restauração, cabeleireiro, compras de roupa, tudo o que não se encontra nas rubricas anteriores.

Façam uma média para perceberem quanto gastam por mês em cada uma das rúbricas.

 

2 -Detetar potenciais focos de poupança

Quando sabemos em que gastamos o dinheiro é muito mais fácil percebermos onde conseguimos poupar e a verdade é que conseguimos poupar em quase todas as rúbricas se tivermos alguns cuidados.

- Despesas Casa

A conta de supermercado é uma das principais despesas de uma casa, para poupar neste item é necessária muita organização, o meu segredo? As promoções, não compro quase nada fora das promoções, a não ser os produtos frescos, tudo o resto, mercearia grossa, produtos de higiene e limpeza, bebidas, congelados, tudo é comprado quando se encontra em promoção.

Antes de visitarem o supermercado façam uma lista de compras e pesquisem os folhetos dos diversos supermercados online, cruzem informações, analisem sempre o preço por kg ou unidade e façam compras conscientes, tenham também um valor base para cada tipo de produto, dessa forma terão sempre a noção se é ou não boa compra, acreditem vale a pena o esforço.

- Despesas fixas

Todos sabemos que existem pequenos truques para poupar água e energia, substituir eletrodomésticos com classes energéticas altas por aparelhos mais eficientes, substituir as lâmpadas tradicionais por lâmpadas LED, fechar as torneiras, eliminar uma fuga de água, aplicar redutores de caudal, preferir um autoclismo com sistema duplo, algumas exigem investimento, mas terão o seu retorno a curto prazo.

- Transportes

No meu caso, optamos sempre por fazer as viagens mais longas no carro mais económico, além disso fazemos uma condução cuidada, arranques, reduções e travagens bruscas só contribuem para o desgaste do veículo e para gastar mais combustível.

Quem tem passe pode verificar se existe alguma opção mais económica, como por exemplo apanhar o transporte uma estação mais à frente.

Sempre que possível façam os pequenos trajetos a pé, é uma forma de poupar e de exercitar o corpo.

- Despesas pessoais

Por norma é aqui que as coisas se complicam, um café aqui, um lanche ali, uma revista na papelaria, uma raspadinha, uma ida à cabeleireira, um jantar fora, uma peça de roupa que está a bom preço, é muito fácil, mesmo muito fácil gastar dinheiro em pequenas coisas que no final do mês se traduzem numa verdadeira fortuna.

Durante um mês apontem o dinheiro que gastam em tudo, no final do mês somem tudo, 95% das pessoas perceberão que gastam muito mais do que esperavam em coisas sem importância. Procurem reduzir nos gastos supérfluos e insignificantes para se permitirem depois gastar mais numa atividade ou objeto mais caro, prefiram qualidade a quantidade.

 

3 – Estabelecer uma meta de poupança realista

Agora que sabem quanto ganham e quanto gastam, como o gastam e têm uma ideia de onde podem cortar, estabeleçam um objetivo de poupança mensal, pode ser um objetivo ambicioso, mas convém que seja exequível mesmo que implique algum esforço e muita organização.

Para facilitar estabeleçam valores a gastar para todas as rubricas, deixem uma margem para pequenos imprevistos e tentem não ultrapassar nenhum dos valores.

 

4 – Controlar os gastos

Definir objetivos e traçar planos é fácil, difícil é mante-los, por isso é necessário ter uma estratégia para controlar os gastos, há quem prefira levantar o dinheiro e ir gerindo-o ao longo do mês, há quem pague tudo por multibanco para saber sempre onde gastou o dinheiro.

No meu caso combino as duas coisas, levanto o orçamento para as despesas da casa que vou gerindo durante o mês e levanto dinheiro para pagar pequenas coisas, como um café ou um lanche, estes levantamentos são sempre do mesmo valor, assim no final do mês sei sempre quanto gastei nas pequenas coisas, tudo o resto pago com multibanco para ficar registado.

Independentemente do sistema que se use é importante consultar regularmente o saldo da conta e avaliar as despesas das diferentes rubricas, só assim podemos ter a certeza que não estamos a derrapar.

 

5 – Fazer da poupança um hábito

Independentemente do que se ganha deve-se sempre poupar algum dinheiro todos os meses, tenho consciência que algumas pessoas fazem uma verdadeira ginástica orçamental para que o dinheiro chegue até ao final do mês, mas acredito que há sempre algum dinheiro que se possa colocar de lado, não importa se são 5€, 10€ ou 100€, por menos que seja é algum que fica do nosso lado para uma eventualidade.

Os portugueses não são um povo poupado, é a sensação que tenho e é o que dizem os especialistas e os estudos, o nível de endividamento dos portugueses aumentou, entre 2005 e 2010, cerca de 95% segundo o estudo ‘25 anos de Portugal Europeu’, dados mais recentes da Nielsen dizem que “13% dos portugueses referem poupar com regularidade mensal, um aumento considerável comparativamente a 4% em 2016, é realmente um aumento notável, mas ainda longe do desejado e recomendado.

Só 13% dos portugueses poupam todos os meses, é muito pouco, ou não somos muito bons a gerir as nossas finanças ou não nos preocupamos muito em poupar, independentemente dos motivos, a verdade é que sem uma boa gestão das nossas finanças pessoais não é possível planear a longo prazo, nem fazer face a despesas inesperadas.

Viver conforme as nossas possibilidades e planear a vida de acordo com o que está ao nosso alcance, em vez de gastar e tentar viver de acordo com o que gostaríamos que a nossa vida fosse é o primeiro passo para termos realmente a vida que sonhamos, com o bónus da estabilidade financeira e um pé-de-meia nos ajudarem a viver com mais tranquilidade.

Poupar é o primeiro passo para poder gastar o dinheiro naquilo que realmente gostamos e nos faz felizes, já diz o ditado “ O dinheiro não é de quem o ganha, é de quem o poupa.”

Boas poupanças.