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Língua Afiada

Pausa para pensar na vida #2

Está a terminar mais um dia de trabalho e questiono-me porque tenho esta mania de procrastinar o que é importante?

É sempre nas últimas horas da jornada de trabalho que faço as coisas mais importantes, depois do horário de saída, no silêncio, 10 minutos valem mais do que 60, esses preciosos 10 minutos sem ruído e sem chamadas, como gosto de trabalhar na quietude do final da tarde, embora o céu azul convide a sair ao toque do ponto deixo-me sempre ficar por mais uns momentos, faço uma pequena revisão do dia e preparo o dia seguinte.

Estes instantes facilmente passam de 10 para 30 minutos, há uma espécie de motivação extra porque me sinto mais produtiva, algo que tenho de contrariar pois lá fora ainda me esperam umas horas de luz que devem ser preenchidas com lazer.

Esta semana sinto-me particularmente cansada, devido às alergias e às constipações não temos dormido bem, todos os dias ou ele me acorda ou eu o acordo a ele, já não sei se o peso que sinto nos olhos é sono ou sintoma da alergia.

Só espero dormir a noite completa para começar a recuperar energias para o fim-de-semana que promete sol e uma temperatura amena. Aproveitar todos os pequenos momentos tem sido o meu plano para estes dias mais quentes e solarengos, afinal, como costumo dizer, a felicidade é feita de pequenas coisas.

Pausa para pensar na vida #1

Terminei a apresentação, não ficou como gostaria, mas adequa-se.

Tenho o cabelo e as unhas numa lástima e não me estou a imaginar a chegar a casa e resolver o assunto.

Tenho de ir a um velório, os meus vizinhos, referências de toda uma vida, estão a desaparecer um por um e sinto-me pequenina e impotente, percorre-me um calafrio na espinha de medo de perder os meus.

O sol brilha lá fora, tento animar-me, mas o nariz entupido e a falta de paladar parecem atenuar o sabor da vida.

Sinto-me cansada e frustrada, dou o litro e vejo constantemente alguém que nem uns míseros mililitros de produtividade tem.

A vida não é justa, mas hoje é um dia tremendamente injusto.

O fantástico sentido de humor da vida

Na semana passada lamentava-me que não podia tirar férias por causa do trabalho, que apesar de ter terminado um projeto, não havia muita margem para marcar viagens entre compromissos.

Estou convencida que a minha vida gosta mesmo de brincar comigo pois eis que nos coloca, a mim e a ele um novo projeto, não sabemos ainda em que moldes, o trabalho que dará e é preciso claro que passe da fase de orçamento, mas sendo que o cliente já conhece o nosso trabalho a probabilidade que o projeto se concretize é alta.

Se isto é bom? Claro que sim, é espetacular, é acima de tudo reconhecimento e uma oportunidade de fazermos o que gostamos, mas, há sempre um mas, é preciso aparecer sempre tudo ao mesmo tempo?

Não é que não esteja feliz, estou muito feliz e agradecida, até porque é uma oportunidade que pode abrir caminho para uma oportunidade muito maior, mas precisava de um intervalo e não sei como encaixar esse intervalo na minha agenda.

A minha vida deve pensar isto de mim:

- Queres tempo para descansar?

- Toma lá mais trabalho que é para aprenderes a não te queixares! Há pessoas que nunca têm férias e não morrem, se calhar queixam-se menos que tu!

 - Para a próxima não te queixes!

E é isto!

É claro que facto de eu não dormir uma noite seguida há umas cinco noites seguidas e de no fim-de-semana ter ficado mais cansada do que descansada pode estar a alterar profundamente o meu pensamento, que neste momento só pensa no sofá, mas isso são detalhes.